quarta-feira, 25 de abril de 2007

O casamento perfeito

Depois do meu último post resolvi falar de um outro aspecto dos relacionamentos, chamemos-lhe o passo seguinte visto pela perspectiva masculina. Todos nós conhecemos um dia alguém especial, aquela pessoa que julgamos ser a companhia ideal para a vida inteira, por muito curta que ela possa ser. Em mais de 50% dos casos escolhemos a pessoa errada, mas isso só descobrimos depois de casados…rsssss. Mas enquanto não descobrimos aquela é a mulher ideal, ela é tudo com o que sonhámos e muito mais. A mulher nem sempre acha isso, para ela somos quase perfeitos e só precisamos de uns retoques que elas facilmente resolverão alterando-nos por completo e se não conseguem dizem que as enganámos.
Tudo começa a complicar-se quando depois do conhecimento prévio e de uns dias maravilhosos resolvemos dar o passo seguinte, o namoro. Oferecemos presentes, abrimos a porta do carro, tudo é doçura e o amor paira no ar. Passeios à beira mar, restaurantes, todas aquelas coisas que as mulheres gostam. Chega o dia em que sem reflectirmos muito resolvemos comprar um anel caríssimo e pedir a mulher em casamento. É uma alegria, a festa que se avizinha a despedida de solteiro e tudo corre sobre rosas. O casamento é aquela coisa que a gente faz num único dia e levamos o resto da vida a arrependermo-nos…rssss. Mas depois do casamento vem a renda da casa, os encargos e os filhos… acaba-se o sossego do homem. Nesta fase começa a mulher com as suas reclamações de que é uma escrava, o marido nunca faz nada e se faz não é suficiente, a família dele intromete-se a toda a hora, ele só quer sair com os amigos, ela afirma que já não gostamos dela e tudo o mais. Até parece que ela casou com outro homem que não nós.

As mulheres nunca se esquecem de nada daquelas coisas que para nós não são muito importantes: aniversário do dia em que nos conhecemos, do pedido de casamento, do acto em si e por aí fora. Ora sejamos objectivos o que é que isso interessa? Já é complicado lembrarmo-nos dos aniversários dela e dos filhos, do jogo de futebol entre o Porto e o Benfica que é na 10ª Jornada e ainda dos nossos programas de TV favoritos quanto mais dessas datas.
Aos poucos a discordância entre o casal é cada vez maior e as incompatibilidades também, em muitas situações chega a existir infidelidade e tudo. O remédio é um conselheiro matrimonial que na maior parte das vezes é um mero gasto supérfluo que não ajuda coisa nenhuma.

A solução final é o divórcio com tudo o que isso implica pois a mulher sai sempre a ganhar, quem fez as leis foram certamente mulheres.
Depois dessa má experiência o homem que não gosta de viver sozinho, até porque já não está habituado, arranja um animal de estimação e fica-se por ali durante uns tempos.


O pior é que as mulheres são um vírus que nos entra no sangue e não conseguimos viver sem elas e na maior parte das vezes a história repete-se. Imagine-se que por vezes até resulta e tem final feliz contrariando a estatística que diz que há cada vez mais divórcios. Mas afinal porque casamos nós? Aí está uma resposta que ainda não descobri.

4 comentários:

kuska disse...

LOL, este post vale pelas ilustrações ;0)
por favor não faças um post sobre Os Divórcios Bem Sucedidos ;0(
beijinhos xxxx

Afgane disse...

Fica tranquila Kuskinha que este capítulo encerra aqui...rsss existem divórcios bem sucedidos? Para o lado de quem?...rssss
beijos

Teresa disse...

Querido António,
Gosto da ideia de casamento. Pena é que há muito tenha deixado de acreditar nele. Não conheço UM ÚNICO que me mereça admiração, respeito ou a vaga sensção de gostar de ter uma coisa parecida.

A maior paródia (dava um bom cartoon) ao casamento de que me lembro foi a de um conhecido meu, há muitos anos. Alguém me disse que ele ia casar. Umas semanas depois encontei-o no Stone's, cada um com seu par a dançar na pista. Grandes sorrisos, promessas por gestos de falarmos quando a bailação acabasse.
Também por gestos, apontando para o dedo anelar, perguntei-lhe se era verdade que tinha casado. Acenos afirmativos vigorosos com a cabeça. Eu apontei para a menina com a cabeça no ombro dele, como quem perguntaa "É ela?" - nunca o tinha visto mais de duas vezes com a mesma. Acenos vigorosos de cabeça a dizer que não. Estava ali com outra, a poucos dias de ter casado!

Os cartoons são giríssimos e muito bem escolhidos. Além de parecerem concordar comigo...

Beijos.

Afgane disse...

Querida Teresa,
Ao contrário do que possa parecer eu acredito no casamento, não na instituição mas no facto de duas pessoas se unirem num destino comum respeitando-se e amparando-se mutuamente. Acredito no amor, na partilha e na nobreza de sentimentos. É certo que os exemplos que temos à nossa volta nem sempre são os melhores, mas apesar de tudo sou um romântico...rss. A única razão que me levaria hoje a casar seria no sentido de beneficiar jurídicamente a pessoa que vivesse comigo, fora isso não vejo para que me serve o contrato.
Beijinhos