sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Nada mais belo que uma Chopper

Afinal o que é uma chopper?
A chopper nasce da remoção ou corte (chopping) de peças ou partes de uma mota que não afectam o seu normal funcionamento ou desempenho. Quem precisa de enormes guarda-lamas, guarda-ventos, várias luzes, barras anti-choque ou grandes assentos? Corta-se tudo isto, a mota fica mais leve e emagrece consideravelmente. Juntando a isto alonga-se o garfo na frente e aumenta-se os amortecedores para que a roda se afaste do chassis. Uma roda mais fina na frente e uma mais grossa atrás, guiador acrescentado, projectando-se para cima e oferecendo uma visão mais equilibrada em relação com a posição do condutor.
Na sua busca por uma máquina mais leve, muitos bikers vão ao extremo de substituir a bateria por magnetos no intuito de retirar um ou mais quilos da mota.
Entre as principais alterações contam-se o depósito de combustível – fica mais pequeno e mais estreito – o farol principal e os piscas são substituídos por unidades mais pequenas. Tudo o que é supérfluo é retirado ou substituído. Estas alterações dão origem a um estilo único de mota concebido à medida, gosto e posses do utilizador.


A história das choppers começa com o regresso aos Estados Unidos dos soldados que combateram na Europa durante a Segunda Grande Guerra Mundial. Na época os maiores fabricantes de motas do continente americano era a Harley-Davidson e a Indian, ambos produzindo motas de grande porte, pesadas e robustas em oposição aos modelos dos fabricantes Europeus que tinham modelos mais leves, menos grandes e de fácil condução, mais divertidos até, modelos esses que foram conduzidos pelos soldados americanos.

As motas sempre foram uma paixão da juventude e estes ex-soldados quando se reuniam comentavam bastante as motas europeias por oposição aos modelos americanos. A verdade é que nenhum fabricante dos Estados Unidos se mostrou interessado nestas ideias um tanto ou quanto revolucionárias para a época.
Uma vez que as fábricas os ignoravam, alguns Bikers (termo surgido na altura) optaram por fazer eles as alterações necessárias nas suas motos. Começaram por cortar (Chop) parte daquilo que consideravam desnecessário, os guarda-lamas, por exemplo, outras partes eram encurtadas (bobbing) e gradualmente obtiveram os resultados que pretendiam dentro do que era possível na altura. A estas motas atribuiu-se o nome de “Bobbers”.
Até à década de sessenta já próximo dos anos setenta as “Bobbers” foram rainhas, o processo de personalização evoluiu bastante e gradualmente passam a designar-se as motas personalizadas de “Choppers”. O grande salto destes modelos para os olhos do mundo dá-se quando em 1969 quando o filme Easy Rider com Peter Fonda e Dennis Hooper se transforma num sucesso de bilheteira e filme de culto de uma juventude irreverente. Não tardou que jovens em todo o mundo corressem para comprar motas iguais às que aparecem no filme. O problema é que os grandes fabricantes não as produziam. Graças a esta imensa procura não demorou muito que alguns jovens montassem a sua própria oficina no quintal de suas casas e começassem a fabricar choppers. Já que não havia de fábrica eles iriam fazê-las. Em breve alguns destes mecânicos de quintal ganhavam notoriedade entre os adeptos das choppers e o que começou por uma paixão tornou-se um lucrativo negócio. Depois desta primeira vaga começaram a surgir os designers, estes não se limitavam a alterar uma moto, eles desenhavam a máquina de raiz. O cliente explicava o que tinha em mente e o designer complementava com os conhecimentos técnicos elaborando a moto. O resultado foi modelos cada vez mais complexos e mais personalizados. Arlen Ness foi um dos primeiros designers conhecidos e entrou para a história da Chopper.

A década de oitenta viu surgir muitas lojas especializadas e novos designers, mas existia um ponto inalterável neste produto: os motores. O motor de referência tem sido o Harley-Davidson e muitos construtores recusam-se a abdicar dele, mas como nem todos têm dinheiro para Harley qualquer motor de moto pode ser utilizado. Para os construtores e utilizadores de Choppers as marcas não têm grande significado ou relevância, o produto final é que conta. No entanto Harley é Harley e ponto final.

Na realidade tudo começou por jovens insatisfeitos com as suas motos, mas ao começarem a personalizar abriram as portas a uma indústria nova e também inovadora um vez que uma Chopper actualmente é construída de raiz inclusive os motores.
Os grandes fabricantes de motas a nível mundial oferecem produtos cada vez mais avançados em tecnologia e acessórios, as técnicas de construção e materiais evoluídos, plenos de sofisticação, mas para os amantes das Choppers o caminho é o minimalismo, a simplicidade que apenas uma Chopper oferece. Na verdade nenhuma mota se lhes compara.

14 comentários:

Van Dog disse...

Uau! Tudo isto é novo para mim... Será que se o meu dono tiver uma destas eu consigo ir com ele? (é que, se não, é melhor ele nem ver...)

Thunderlady disse...

Além de saber que a moto por excelência é a Harley, não fazia ideia de mais nada que aqui falaste!

Não sou grande amante de motas e nunca andei num "motão". Tirei a minha licençazinha de 50 cm3 para conduzir a Yamaha DT LC (se não me engano é assim) do meu irmão, fizemos grandes viagens nela e tenho recordações fabulosas das nossas aventuras, mas nunca tive o prazer de andar de MOTA e agora... deu-me o medo! Deve ser só mesmo porque não sou amante...

Ei!! Mas aprecio-as :)

Pandora disse...

Querido amigo, perdoa-me , mas não gosto de motas.
São demasiado barulhentas, e perigosas, pois quando há um embate, o pára choques é o corpito do condutor.
No entanto gostos não se discutem, e eu prefiro carros grandes...bastante grandes.
Beijos.

Carracinha linda! disse...

Fiquei a saber uma série de coisas com este post.

Acho que as Harleys têm um estilo muito próprio e sempre gostei deste tipo de mota. De ver, claro.

marla disse...

olá,

chopper só se for em forma de osso com bocados de carnuça agarrada, em lugar de rodas,nham,nham..

slap's gulosos

Pandora disse...

esperimenta um frango assado, bem temperado com alho e curcuma,e acompanha om um copo de vinho tinto(só um).

Tuxa disse...

Sempre a aprender, por aqui... sabia o que eram choppers pelos programas que proliferam no AXN, mas desconhecia a sua historia e origem! Muito interessante...
Gosto muito da sensacao de andar de mota, mas so em estradas desertas e em que se possa conduzir devagar e apreciar a paisagem. No transito da cidade ou em aceleracao em auto-estrada tenho um certo receio... o respeito pelos motociclistas nao abunda!

feel it disse...

estamos sempre a aprender! quem diria que eu ia ler um post sobre motas?! mas a verdade é que me interessou bastante a história destas motas tão... simpáticas! :D

AEnima disse...

Desculpa la... eu ca gosto das Honda e BMWs "gordinhas". Isto ca me quer parecer que a moda da anorexia ja se pegou ao mundo automovel!

Beijoca

Kuka Girl disse...

RAUUUUUUUUF!

tatoia disse...

não sou fã...

bjs!

AcidoCloridrix disse...

Olá,,, tudo bem por aqui???? Em primeiro lugar as minhas desculpas pela ausência,,, estive fora a trabalho,,,, voltarei aqui em breve,,, PROMETO, e o prometido é devido!!!! Para já,,,, venho informar que estão respondidos e anexados ao Dicionário do Sexo todos os comentários às letras A e B (abstinência e bisexualidade),,,,, e que abrimos mais um debate na Letra C – Cunilingus!!!! Como sempre, gostaríamos de ter o teu sábio comentário e voto na matéria….. Obrigado,,,, HCL …. Link: http://sexohumorprazer.blogspot.com/2007/08/dicionrio-do-sexo.html

Rita disse...

Afgane,
Mas que bela está a tua casinha nova...
Adoro choppers, apesar de não gostar muito de motos. Costumo ver o American Chopper (não sei se já viste - no People and Art's) e eles fazem umas choppers fantásticas, dá mesmo vontade de ter uma.
Jokas

KAKA disse...

caro colega... tomei a liberdade de repassar seu bolg em algumas comunidades de motos com apelo custom( me perdoe, sem consultá-lo), seu blog é interessante, informativo, com linguagem simples, enfim, se houver alguma restrição é só avisar! abraços da KKá.