quarta-feira, 25 de julho de 2007

O que é a moda para nós?

Dizemos muitas vezes que isto ou aquilo está na moda no que se refere a roupa, mas qual moda? Mas quem é que dita ou institui a moda?
Quando estamos na moda quererá isso dizer que vestimos dentro de um padrão e linha comuns a uns milhões de pessoas em todo o mundo? Ou seja andamos mais ou menos todos vestidos de igual?
Tanto quanto sabemos a dita moda nasce da mão dos criadores que com os estilistas elaboram as suas criações obedecendo a padrões. Claro que a maior parte da roupa que usamos não vem dos criadores de elite mas de outros ao serviço de certas empresas de confecção ou mesmo de multinacionais com múltiplos pontos de venda que criam uma marca, recebendo criações das mais variadas empresas de confecção com os seus próprios estilistas. Muitas lojas possuem artigos exclusivos cuja quantidade produzida faz com que facilmente nos cruzemos com alguém usando uma peça semelhante à nossa até na cor. A alta-costura não é para todos, muito embora hoje muito mais vulgarizada e acessível para muitos de nós.
Eu sempre comprei roupa nos mais variados locais e com preços diferentes. A minha primeira opção é gostar visualmente da peça e em seguida visualizar-me nela, finalmente observo a qualidade e só depois destes critérios me decido pela compra, independentemente do preço. Sempre achei que qualquer trapinho me fica bem em virtude de ser magro.

Tenho preferência pelo estilo desportivo, mas no meu guarda-roupa existe de tudo: casual, informal e clássico.
Desde muito novo procurei definir um estilo próprio e o mais original possível em função dos meu gostos e preferências, mesmo quando as situações nos obrigam a optar por uma certa linha de vestuário. Talvez por ser uma pessoa algo multifacetado tenha a tendência para ser algo camaleónico no vestir: gosto de estar enquadrado com o ambiente em que me encontro preservando a minha personalidade.
Uma das maiores dificuldades que encontrei ao longo dos anos foi conseguir encontrar fatos fora dos padrões comuns e dos tons cinzentos, pretos ou azul-escuro. Todos os fatos parecem conservar-se inalteráveis de ano para ano. Compramos hoje e dez anos depois continua na moda, o clube dos sempre iguais. Neste caso sou obrigado a dar a mão à palmatória e dizer que só encontro o que quero em criadores como Boss, Versace ou Armani, estes para o meu gosto pessoal. O problema é que na maior parte dos casos os meus gostos não são compatíveis com a carteira e aí a coisa complica-se. A complicação é maior quando alguém como eu tem uma predilecção e fascínio pelos criadores italianos, isto para os carros (Não estou a falar da Fiat), calçado e roupa. É uma tara como outra qualquer e gostos não se discutem.
Há muitos anos, na minha busca pela novidade cheguei a comprar certas peças em lojas para senhora que depois converti para mim mediante algumas alterações e acreditem foram um sucesso. Sou um apaixonado pelo branco e na década de setenta não existiam, pelo menos no início, botas brancas para homem. Descobri que algumas das de senhora podiam ser adaptadas para homem e num ápice passei a usar botas brancas muito antes de elas surgirem na versão masculina.
Uma coisa eu descobri em todo este processo: não importa o que usamos, o importante é olharmos nos espelho e gostarmos do que estamos a ver sentindo-nos felizes com a imagem obtida. Se sentirmos que estamos bem isso transmite-se aos outros e seremos um sucesso. A moda somos nós que a fazemos, peça aqui, peça ali, tudo temperado pela nossa maneira ser e pela forma como lhe imprimimos originalidade.
Perdoem se o manequim apresentado para ilustrar este post não é nenhum Adónis musculado, mas acreditem que ficou bastante mais barato em honorários e nem tive que pagar ao fotógrafo ou quaisquer direitos pela utilização das fotos. As roupitas, essas felizmente já estão pagas.

16 comentários:

Thunderlady disse...

Olá Afgane, és tu na foto?

Eu partilho a mesma opinião que tu quando dizes "não importa o que usamos, o importante é olharmos nos espelho e gostarmos do que estamos a ver".

Já me aconteceu, porém, olhar-me ao espelho e sentir-me bem e dpeois chegara determinado local e sentir-me ridícula: minúscula. Como raramente uso "roupas de casamento" o contrário, se aconteceu, não me recordo.

O meu vestuário predilecto é o casual clássico. Cores discretas, peças discretas, não a tengtar o mimetismo mas mais a descrição. Não gosto de ser observada e procuro usar roupas que não favoreçam essa "observação".

As minhas opções na escolha vão para o modelo e depois o preço. Se esta relação me agradar logo vejo se têm omeu número... muitas vezes perco a "minha" peça por não haver o tamanho adequado.

Beijinho

Rita disse...

Concordo, acho que o fundamental é a pessoa sentir-se bem e gostar de se ver com certo e determinado estilo, o resto vem por acréscimo. No entanto convém sabermos o que vestir e quando. Não fica lá muito bem ir a um casamento de calças de ganga e t-shirt apesar de nos poder ficar muito bem e de nos sentirmos também muito bem...
Jokas

marla disse...

olá jeitoso!

estou admirada por não estares nas fotos com nenhum dos teus affies.
imperdoável porque eles estão acima da moda - são eternos!

a minha dona continua assoberbada para fazer comentários nos blogs, mas
sempre fala do que lê..e eu venho botar figura:

moda são modismos!

slap's In/Out

Afgane disse...

Thunderlady,
Sou eu de facto em todas as fotos. Aliás na maioria dos meus posts, especialmente de música ou que tenham guitarras sou eu quem aparece nas fotos e nos vídeos. Sou um exibicionista nato he he he! A verdade é que em vez de usar pessoas que não conheço de lado nenhum ou fotos que podem ter direitos de utilização uso as minhas.
A minha amiga Kuska também é como tu low profile gosta de passar despercebida, eu pelo contrário gosto da ribalta nasci para estrela he he he.
Essa parte de não encontrares o teu número é que é frustrante.
Obrigado pelo teu comentário.
Beijos

Rita,
Concordo que temos que perceber em que contexto nos vamos inserir e sem perder a nossa originalidade individual procurarmos estar em consonância com o momento, mas sntindo-nos bem connosco.
Beijos

Marlinha,
A tua dona anda na balda e depois manda-te a ti he he he.
Olh não estou em nenhuma foto com os meninos porque eles me roubam o protagonismo todo, são uns sem vergonha. Além do mais eles estão sempre impecáveis no seu pelo sedoso e brilhante, são uns verdadeiros modelos e eu ao pé deles seria o gato borralheiro he he he
Beijos

Van Dog disse...

É... nós não precisamos de muitos adereços.. Mas estás muito bem nas fotografias, Afgane! A canzoada aí de casa deve estar toda vaidosa...

Ana disse...

Engraçado... já tinha tido a mesma sensação com outras fotos que vi por aqui, mas agora tive quase a certeza... eu conheço-te, já te vi algures...

Em termos de moda, confesso que não sou daquelas que adere a tudo com facilidade.
Gosto principalmente de me sentir bem e identificar com aquilo que visto. Tudo o que fugir á minha maneira de ser, simplesmente não dá.
Confesso que, no meu dia-a-dia, sou uma fã incondicional da calça de ganga, blusa justinha e sandália de salto. Poderei até seguir as modas em termos de cores e tecidos, mas há certos modelos de roupa que jamais enfiaria em mim, só porque se usa.

Bjs

Afgane disse...

Van Dog,
Os patudos estão todos vaidosos com o dono, na verdade isto é uma casa de vaidosões he he he
Abraço

Ana,
Olha se nos conhecemos não te sei dizer pois não tenho referências tuas mas vou tentar por mail dar-te umas pistas talvez lá chegues.
Quanto à tua forma de encarar a moda acho que é a de alguém que se sente bem consigo própria e isso é o que importa na verdade.
Beijos

marla disse...

huuummmm

a minha donicha low profile...eheheh não sei que moda é essa, mas desde que não seja barbie, para mim tudo bem.

ela diz que é uma neo-hippie e às vezes hippie chic!
mas cá para nós, quando está em casa anda toda molambenta, ihihi

slap's xxx

Diabba disse...

A foto com roupa na corda por trás... ui ui

hihihihihihi

beijo d'enxofre

Afgane disse...

Diabba,
Uma das fotos o que tem por trás numa corda são bandeiras de oração tibetanas, a que tem chapéus de sol é que se vê ligeiramente um pouco de uma toalha de praia a secar.
Não deixas escapar nada he he he
Beijos

Teresa disse...

Narcicismo ou perversidade?

O Afgane pontifica sobre moda, o pessoal espera ser presenteado com fotografias de top models e leva com DEZ fotografias do autor!

Afgane disse...

Querida Teresa,
Nem narcisismo nem perversidade, apeteceu-me. Podia colocar Top Models já vistas e revistas arriscando-me a ser processado pois essas fotos têm copyrigt, poderia ter colocado fotos de amigas minhas ou de amigos... mas optei por mim por ser o meu espaço, porque gosto e temho orgulho em mim e considero-me uma pessoa de bom gosto no que respeita a roupa. O que segundo os inúmeros comentários positivos que tenho recebido ao longo dos anos se confirma. Por todas estas razões existem neste post DEZ fotos do autor. Detesto o anonimato e gosto de dar a cara em tudo o que faço. Vá-se lá saber porquê!
Beijos

tatoia disse...

tb tenho andando a pensar mto no meu guarda-roupa... já dei mais de metade das roupas que tinha e a vontade é continuar a "limpar"... existe alguma crise dos 28 ? Ando com vontade de,aos pouquinhos, ir apostando em roupitas que valorizem (realmente) o meu corpo e pareço extremamente exigente..

beijinhos!

Teresa disse...

Querido António,
Eu dou a cara em tudo o que faço, só abomino a ideia de a exibir ou impingir, sou completamente avessa a isso.

O meu sonho era ser perdidamente rica, rica como uma nababa... e completamente anónima.

Se você soubesse o que eu rio de certas figuras que aparecem nas revistas (algumas até as conheço). O meu amigo A. é que sabe viver: podre de rico, ele sim pertence ao jet-set (como já testemunhei foradaqui)... e nunca aparece na imprensa parva do género. Aliás nem sabe quem é metade dessa gentinha.
E quanto a roupa... vive noutra galáxia. Sapatos John Lobb, camisas Turnbull & Asser (desfaça o mito dos italianos, que são só para o prêt-à-porter, para homem Saville Row e Jermyn Street são mesmo o non plus ultra, mas há também aquele alfaiate fantástico em Hong Kong)), botões de punho Fabergé...

Afgane disse...

Querida Teresa,
Compreendo o seu ponto de vista e respeito-o. Quando uso as minhas fotos ou algo pessoal no meu espaço faço-o por ser meu, para fazer nele o que me apetece. Se outras pessoas gostarem óptimo caso contrário paciência.

Tal como a Teresa também conheço muitas pessoas do dito Jet-Set português, algumas foram criadas comigo aqui em Cascais outras vieram do mundo dos espectáculos. Se as encontrar cumprimento-as mas não frequento os mesmos lugares nem ambiciono fazê-lo, fi-lo no passado por questões profissionais.

O meu gosto pelas coisas italianas vem de há muito e não por se tratar de marcas famosas ou questão de status. Desde que me conheço que continuo a gostar das mesmas coisas e apenas acrescento outras que vou descobrindo, estamos sempre a aprender. Mesmo que um dia venha a ter muito dinheiro os meus gostos serão os mesmos. Sendo rico isolar-me-ia, ainda mais, numa qualquer aldeia com as coisas que gosto e que me dão prazer, seria um local restrito com acesso apenas para meia dúzia de pessoas.
Olhando para tudo o que já vivi e já fiz posso afirmar que estou satisfeito, não preciso de provar nada a mim mesmo, estou em paz, tive uma vida rica e intensa da qual não me arrependo nem um pouco.
Agora entretenho-me com algumas coisas enquanto me derem prazer, o blog é uma delas, mas se a qualquer momento me fartar extingo-as num ápice. Na verdade não quero mais nada nem procuro mais nada, apenas fazer o que me dá prazer ou o que é necessário face às minhas responsabilidades.

Também tenho amigos ricos, muito ricos mesmo, um deles possui uma vasta colecção de carros de luxo que eu adoro. Mas é verdade que essas pessoas muito ricas vivem no anonimato e nem sequer se deixam fotografar ou frequentam locais onde a imprensa passa a vida.

Pandora disse...

Concordo plenamente contigo. a moda somos nós que a fazemos e pronto.
Não gosto nada de andar vestida como todas as mulheres que passam por mim na rua. Embora a carteira diga NÃO a muita coisa.
Beijos.