quinta-feira, 27 de março de 2008

Moloc, Um concerto, um momento, uma recordação

Caros amigos, no sentido de encerrar o capítulo de aniversário, criei este post onde insiro algumas das muitas fotos do evento, banda e músicos participantes, bem como algumas manipulações de fotos que fiz por saudável brincadeira. Mas não poderia terminar sem fazer referência ao facto de que a banda Moloc existiu desde 1992 até 1995 e que dos membros originais para este concerto só restaram o Bruno Vale (voz) e eu nas as guitarras. Todos os demais músicos foram por mim convidados por mérito próprio. Tivemos apenas 8 ensaios para preparar tudo, sendo que os convidados tiveram que aprender e praticar os temas e eu e o Bruno tivemos que os reaprender, pois apesar da maior parte das composições serem totalmente minhas, algumas há que tiveram letras e ideias do Bruno por isso são tanto dele como minhas. Muitas mais ficaram de fora mas era impossível preparar mais temas e seria uma seca tremenda para quem estava a assistir. Queria ainda deixar expresso que o que vêm e ouvem nos vídeos aqui colocados não é de todo representativo da qualidade e capacidade dos músicos, é sim o humanamente possível devido ao tempo de preparação disponível e ás condições técnicas. Muito embora surja sob a designação Moloc esta não é uma banda na verdadeira acepção do conceito é sim um grupo de amigos que se juntou para a celebração do meu aniversário e foi com esse propósito que isto aconteceu. É possível, tendo em conta o prazer que este projecto nos deu, que os Moloc ressuscitem em breve, não sei se com todos este elementos ou outros, há vontade, desejo e empenho para que as coisas avancem, mas existem também obstáculos a contornar.div>

Na certeza porém de que algo irá acontecer nos próximos tempos e eu aqui reportarei as novidades. Deixo mais uma vez os meus agradecimentos aos músicos, técnicos e patrocinadores bem como aos presentes e a todos aqueles que nos apoiaram com as suas palavras e mensagens.
Fica aqui mais um vídeo em que destaco o feeling e a força da nossa baixista de serviço, a Sara Cardoso, vale a pena ver. Sara és a maior!

A todos os meus sinceros parabéns. Nos 50 vou alugar o pavilhão Atlântico he he he!

ADENDA Por justa reclamação da baterista de serviço, a Ana Costa, fiz e junto mais uma foto trabalhada dela com a sua bateria...

Deixo-vos mais este video com a qualidade possível mas com todo o empenho de um grupo de músicos e amigos.

domingo, 23 de março de 2008

O Concerto de dia 18

O concerto lá aconteceu por entre as peripécias do costume nestas coisas: montagem, soundcheck e tudo o mais. Na verdade tudo demorou mais um pouco do que eu contava, mas isto é mesmo assim. Depois foi o restaurante que era suposto ser às 20h e por minha causa, fui o último a chegar, atrasou tudo. Claro que o concerto também atrasou.
Finalmente chegámos ao Muralhas e ainda esperámos por alguns dos convidados que se perderam. Lá dentro já se encontravam muitos amigos que nos vieram apoiar.
Já seriam cerca de 23h quando o espectáculo começou, primeiro algo tímido mas cedo se soltou, música após música o entusiasmo e o prazer foram crescendo. Iniciámos com My Swett Madness seguindo-se Party War, Under The Spell, I don’t Wanna Fuck Ya e Feel Rock ‘N’ Roll. Esta primeira sequência seguiu um ritmo mais forte passando depois para os restantes temas. A balada Ride, Girl At Bar Door, Lad Zapp, Taste Of Women onde pontilhou um magnífico solo em duo Sara Cardoso no baixo e Ana Costa na bateria, esta última com uma arrancada final que deixou boquiabertos os presentes (e até nós). Foi um momento de pura inspiração que valeu à baterista uma ovação estrondosa. O tema final foi Eyes Of Fire que terminou em clímax total. Todos estávamos felizes e satisfeitos com a nossa prestação.
Membro a membro o que posso dizer? A Sara, sempre super exigente com ela própria atacou o baixo e impressionou pela qualidade técnica e precisão. O Bruno cantou com a sua voz poderosa agora mais moldada desde que canta com um coro. O Paulo estreante em tudo, ensaios e palco no início mostrou-se algo inseguro, pressão e ansiedade, mas logo recuperou e esteve no seu melhor. A Ana é uma fantástica baterista e demonstrou-o ao longo de todo o concerto. Pela parte que me toca dei o máximo e a minha companheira de muitas horas, anos, tristezas e alegrias, a minha guitarra amarela, mais uma vez provou que posso continuar a confiar nela. Por incrível que pareça seis anos sem tocar não me roubaram o frenesim de estar em palco, antes pelo contrário ampliaram-no fazendo-me sentir a necessidade de repetir, quem sabe.
Depois de tudo isto vem a parte mais dolorosa, desmontar e carregar, mas lá se fez. Não tenho palavras para agradecer ao José Alberto do Muralhas Rock todo o apoio que nos deu ao longo de todo o processo e deixo desde já um apelo para que todos o ajudemos no concretizar do seu sonho e projecto: tornar o Muralhas num santuário da música, mas canalizando também para lá outros eventos como exposições, lançamentos e tudo o mais que se lembrarem. O espaço existe, tem condições fantásticas e um conjunto de mais valias que o tornam privilegiado para diferentes tipos de eventos.
Também nunca é de mais lembrar que a Alrica Som e Luz Profissional e a Ruído Instrumentos Musicais nos apoiaram fornecendo todo o material de backline, microfones e tripés, fica aqui um grande abraço ao meu querido amigo de longa data Filipe Canadas, um homem que muito tem ajudado as bandas em geral e nem sempre recompensado como devia, mas apesar disso está sempre pronto a apoiar. Finalmente um agradecimento à empresa 90 Db pela bateria Premier Genista que alugámos e que é espectacular, valeu o dinheiro do aluguer e eles foram impecáveis com os horários de ir buscar e levar, uma empresa que recomendamos vivamente. Também merece o meu agradecimento o restaurante Mato Verde em Bicesse pela simpatia, excelente comida e serviço, recomendamos uma passagem por lá. Finalmente queremos agradecer a todos vós nossos amigos pelo apoio de várias formas que nos foram dando ao longo de tudo isto e os que estiveram presentes, sabemos que ficaram satisfeitos e que esperam por mais. A ver vamos!!!
Enquanto não chegam as fotos fiz algumas dos vídeos existentes, não têm muita qualidade mas depois coloco as que chegarem. Aproveito para deixar dois vídeos do concerto: o primeiro Taste Of Women inclui um fantástico solo da Ana Costa e Sara Cardoso, um dos momentos altos do concerto que levou a assistência ao rubro. O segundo tema Eyes Of Fire foi o gran finale.!
Queria deixar aqui explicito que não poderia ter escolhido melhor a banda, são super, super, adoro-os e estou-lhes profundamente reconhecido. Foi o melhor aniversário da minha vida!


sábado, 15 de março de 2008

Moloc penúltimo ensaio

Pois é, chegámos ao penúltimo ensaio dos oito programados. As músicas lá foram sendo assimiladas entre a confusão dos começos e finais, sempre a parte mais complicada destas coisas, mas mais prego menos prego vai-se compondo. Esta última fase ficou marcada por uma interrupção, a Ana teve um colapso que a virou de pernas para o ar (mas tinha calças no problem). Muitas e complicadas horas de trabalho, um ensaio de 3 horas connosco e logo de seguida outro com a banda dela, as Black Widows e falta de descanso, fizeram estragos. Felizmente recuperou e está de boa saúde, viu-se pela forma como atacou a bateria (que coitada não lhe fez mal nenhum).
É engraçado como é que um grupo que mal se conhecia, que desconhecia em absoluto as músicas, tirando o meu caso e o Bruno (O que não valeu de nada pois andámos aos papeis), rapidamente se uniu com bastante humor, bom ambiente e uma dedicação a toda a prova que ganhou a minha admiração. Posso até afirmar que com uma banda como esta conquista-se o mundo.


Na verdade estou muito grato a toda a gente envolvida neste pequeno projecto mas que acreditem, dá uma trabalheira pôr em prática. É certo que não sou de desistir à primeira contrariedade, afinal a minha primeira vitória deu-se na corrida quando em espermatozóide fecundei o ovo e deixei para trás milhões de irmãs e irmãos. Só não contava que ia ter que competir a vida toda com 8 biliões de seres que conseguiram o mesmo feito. Mas dizia eu que não costumo desistir sou um lutador, mas momentos houve que cheguei a pensar nisso, não pela banda, mas problemas de organização. Tenho alguns agradecimentos a fazer para além da banda, à minha mãe pela paciência e incentivo, à Kuska que é uma amiga a toda a prova e que sem ela não sei se eu teria feito muitas das coisas que fiz, ao Felipe Canadas que através da Alrica Som e Luz profissional e a Ruído instrumentos musicais disponibilizou material necessário, ao José Alberto do bar Muralhas Rock que merece toda a minha consideração, não só pela cedência do espaço como pelo trabalho que tem vindo a desenvolver em prol das bandas e da música de originais (obrigado pelas imperiais), finalmente tenho que agradecer a todos vós meus amigos pelo grande apoio que me dão. Conto com todos (os que puderem ir) lá, na terça dia 18 de Março pelas 22h para participarem no evento, a vossa presença é importante.
A todos o meu obrigado!
Para ilustrar este post optei por escolher desenhos e ilustrações a preto e branco de momentos do penúltimo ensaio de ontem dia 14.
Queria ainda recomendar uma visita aos sites da Ana Costa (esta rapariga é uma artista!!!), ao da Sara Cardoso a nossa sempre bem-humorada professora contestatária que adora pasteis de nata e ao das Black Widows.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Olivia Byington - A Vida é perto

A Vida é perto

Foi no Domingo dia 24 de Fevereiro que me dirigi com a minha amiga Kuska ao antigo Cinema Mundial. Em cartaz estava pelo último dia “ A Vida é perto”, um show da cantora compositora e instrumentista brasileira Olívia Byington. Confesso que sentia alguma curiosidade, muito embora tenha acompanhado algumas das fases da cantora ao longo destes anos, a verdade é que a última vez que a vira ao vivo fora em 1994, quando pela primeira vez veio a Portugal a convite da Fundação Luso-Brasileira. Na altura fiquei na fila dos roqueiros e lembro-me particularmente de uma canção, Caravela, um tema que me marcou para sempre. Para mim Caravela é a Olívia saindo em busca de novos horizontes com muitas coisas boas na bagagem e um mundo no seu olhar.
Este trabalho que tem o mesmo nome da autora – Olívia Byington – é o décimo disco de uma carreira intensa e rica. Inclui 9 temas em parceria com o poeta/letrista português Tiago Torres da Silva e outros nomes como Marcelo Pires, Cacaso e Geraldo Carneiro. Os arranjos são do maestro Leandro Braga e do músico português Pedro Jóia que toca com Olívia nos temas “Clarão” e “Balada do Avesso”. Existem também duas participações de peso neste trabalho, Maria Bethânia em “Mãe Quelé”, uma homenagem a Clementina de Jesus, o sempre irreverente Seu Jorge no tema “Na ponta dos pés”.
O disco é uma pérola e retrata uma Oliva mais madura, mais ciente do seu mundo e da sua vida, uma viagem cheia de momentos e recordações que nos transportam, através da música e da interpretação para outros lugares e momentos. A não perder para quem gosta de boa música, tanto mais que este trabalho marca o regresso da artista à composição.

O espectáculo
A entrada para a sala é feita através da régie do cinema que desemboca num camarim da artista polvilhado por fotos, guarda-roupa e adereços, inserindo-nos num espaço de intimidade qual antecâmara do que está para vir. Chegamos à sala propriamente dita e ficamos surpresos… um palco simples, enfeitado de panos de diferentes cores e texturas, dezenas de livros dispostos ao longo do espaço, público, um pc portátil, uma guitarra e a cantora, eis o que é preciso para um espectáculo.
Fomos recebidos pela autora, simplicidade, simpatia e muito humor. Aquele palco era a sua casa e nós os seus convidados.
Olívia foi pontual e fez questão de frisar isso mesmo iniciando o espectáculo à hora anunciada. Para mim foi uma revelação conhecer um lado da Olívia que nunca vira até então, a grande comunicadora que ela é. Sempre de uma forma clara e bem humorada foi introduzindo as canções, contando histórias da sua vida e trazendo até nós nomes das muitas pessoas que conheceu e que de uma forma ou de outra a influenciaram. As canções fora surgindo naquela que é para mim uma das melhores vozes que já ouvi e foram muitas. Clarão, Lady jane, areias do leblom… a voz suave, cristalina, ora suave ora forte, mas sempre quente, doce, aveludada, transporta-nos nas suas asas e faz-nos voar. Aplaudimos, gritamos, é impossível ficar indiferente aquele talento. Olívia vai dedilhando sentimentos naquela guitarra de formato vanguardista e inundando-nos a alma de sons. Ficamos presos a cada palavra, cada gesto e momento. Queremos que o espectáculo não termine, queremos ficar ali para sempre na companhia daquela figura doce e gentil que partilha sua alma connosco e que alma!
Deixo aqui algumas fotos e um vídeo de um dos temas cantados naquela noite e recomendo vivamente que descubram esta artista quer através dos seus discos, quer num qualquer próximo espectáculo que esperamos seja em breve.
Recomendo uma visita ao site em http://www.myspace.com/oliviabyington

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Os ensaios para uma noite de festa!!!

Quase toda a gente sabe que os artistas ensaiam, seja em que forma de arte for. Pois como é natural os músicos também fazem ensaios e muitos. Quando pensei nesta ideia de fazer um concerto no meu aniversário contei de imediato com os ditos ensaios para afinar a coisa. A verdade é que todos os temas que vamos tocar fizeram parte do repertório de uma banda que acabou há 13 anos e algumas destas canções já não se incluiam nos temas que tocávamos nos últimos dois anos do grupo, caso do Taste Of Women. Qual o critério? Bem, temas como My Sweet Madness, Ride, Eyes Of Fire ou mesmo Under The Spell são um emblema dos Moloc e por isso obrigatórios, outros foram escolhidos pela sonoridade ou por esta ou aquela particularidade. Entre os elementos convidados a integrar estes Moloc versão 2008, só eu e o Bruno Vale (voz) conhecemos as canções, fizemos parte do grupo original e se a maior parte das músicas e das letras foram escritas por mim, outras tiveram a letra escrita pelo Bruno, Caso de Eyes Of Fire e My Sweet Madness por exemplo. O resto dos músicos que aderiram a este projecto estão a ouvir e a tocar estes temas pela primeira vez e com um ensaio por semana, mesmo de duas horas por sessão, a coisa não é fácil. Seja como for hoje tivemos o terceiro ensaio e pouco a pouco lá vamos acertando as agulhas...

Eu desunho-me para estar atento a tudo, o Bruno só canta se for obrigado (he he he) a Sara agarra-se ao seu baixo e quer fazer tudo certinho, o Paulo Blade cola-se na guitarra e só a larga no fim - prá frente é que é caminho! A Ana (baterista) quer fazer tudo perfeito logo à primeira mas mantém sempre a boa disposição e faz com que todos nos ríamos imenso com o ar dela sempre que não acerta numa ou outra parte.

Tudo isto para dizer que está a ser super divertido ensaiar e que gradualmente vamos encaixando tudo nos lugares certos, aqui vos deixo umas fotos dos meninos em pleno trabalho.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Concerto Dia 18 de Março 2008 No Muralhas Rock


Caros amigos,
Conforme tenho vindo a anunciar, a intencionalidade é agora uma certeza, o concerto dos Moloc no dia 18 de Março de 2008, uma terça-feira, pelas 22horas já está marcado. Porquê este dia? Porque é o dia do meu 49º aniversário e decidi estar em cima de um palco após 6 anos de abstinência, a última vez que pisei um foi em 2002 para tocar uma música apenas. Na realidade já há muito que trocara a carreira de músico pela de jornalista da Promúsica.

Para esta aventura escolhi o nome Moloc, o da minha última banda, pelo simbolismo tendo em conta que os temas que vamos tocar são do período em que durou a banda 1992-95 e também foi para esse grupo que desenhei este cartaz que surge no topo deste post e que serve agora para anunciar o evento. Moloc, para quem não sabe, é um deus cananaico da fertilidade daí o desenho de um preservativo furado com a rapaziada a escapar-se cá para fora he he he, mas Moloc significa também rei. As coisas que eu sei...

Tenho como cumplices neste projecto o Bruno Vale (Voz)meu companheiro da banda original e de tantas aventuras na estrada, Sara Cardoso (baixo) e Ana Costa (bateria) ambas do grupo Black Widows e o Paulo Blade (guitarra) que é estreante e vai ter o seu baptismo de fogo nesse dia. A outra guitarra é a minha menina amarela, companheira fiel dos últimos 20 anos (Esta pelo menos nunca me atraiçoou he he he).

O concerto acontecerá no espaço Muralhas Rock Bar em Alcabideche cujo site aconselho que visitem pois até tem um mapa em vídeo que mostra como chegar ao local http://muralhasrockbar.com.sapo.pt/index.html O concerto inicia-se às 22h conforme já referi anteriormente e terá o apoio das empresas Alrica e Ruído que fornecem todo o material de backline e som e também do Muralhas na pessoa do José Alberto que se mostrou de imediato receptivo ao evento disponibilizando o espaço e tudo o que fosse necessário dentro das suas possibilidades. Será cobrada uma entrada simbólica de €5 euros com direito a duas cervejitas ou uma bebida branca (a água da torneira está esgotada he he he) que servirá para cobrir as despesas do bar.

Só falta mesmo a vossa presença para que a festa seja completa e já agora tragam uns amigos que a gente agradece. Não é permitida qualquer espécie de fruta ou tomates no recinto he he he nunca fiando...
Beijos (para as meninas) e abraços (ambos os sexos)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Estou de volta com monitor novo!

Olá a todos os amigos que não obstante a minha forçada ausência por aqui passaram. Estou de volta! É verdade que a avaria do meu monitor prolongou ainda mais o meu desaparecimento, mas também a falta de tempo em virtude de horários laborais, trabalhar 15h dia sim dia não acreditem que é obra! Mas tudo bem, poderia ser pior.
Penso que já aqui disse que conto dar um concerto no dia de meu aniversário, 18 de Março, no Muralhas Bar em Alcabideche. Trata-se de uma Terça-feira e o concerto começa cerca das 22h para terminar 50 minutos depois. Pretende-se que seja uma pequena festa que ficará registada em DVD como recordação.

Não toco ao vivo desde 2002 e algumas das músicas que escolhi não as toco desde 1993 outras desde 95. na verdade se não fosse registos ao vivo (de qualidade duvidosa) em cassete, muitas das músicas que escrevi estariam perdidas para sempre. Fiz um apanhado e escolhi 10 temas de que gosto particularmente e que abrangem um pouco do que foi um determinado percurso musical na área do rock e que inclui desde o rock'N'Roll ao hard rock sem esquecer as inevitáveis baladas, uma delas, Ride, na versão de estúdio, é a música que acompanha este post.

Acreditem que não tem sido fácil preparar tudo para consolidar este objectivo pois para além de recrutar músicos amigos: Paulo Blade (guitarra), Bruno Vale (voz) Sara cardoso (Baixo das Black Widows), Ana Costa (baterista Black Widows) e eu nas guitarras, faltou ainda arranjar material para alguns músicos, sistema de som e uma sala de ensaios tipo garagem ou coisa que o valha (ainda continuo à procura se souberem de alguma avisem).
Pelo que escrevi acima dá para ver que não tenho parado quieto. Apesar de tudo tenho faltado às visitas aos vossos blogs com enorme pena minha pois divirto-me imenso, para além de aprender, com o que escrevem. Isto para já não falar na questão amizade que se foi desenvolvendo, muito embora muitos de nós não se conheçam pessoalmente. Mas prometo que de hoje em diante vou passar pelo vosso espaço.
Quero agradecer as visitas de todos vós, os comentários e toda a atenção que me dispensaram, a todo o meu muito obrigado.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

2008 sem PC (por enquanto)

Caros amigos,

No último dia do ano o meu monitor ou a placa de vídeo resolveu dar as últimas e por isso estou temporariamente sem pc. Tendo em conta que tudo está fechado dificilmente resolverei o problema nas próximas horas, deixo assim uma mensagem de grande carinho e amizade para todos os que me visitam e beijos e abraços para os amigos.

Feliz 2008!!

Não quero despedir-me sem vos deixar uma mensagem de esperança que encontrei no site de um amigo. No final da imagem têm o endereço do site dêm lá uma saltada que vale a pena.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

MIDUS - A Nossa Menina é Um Espanto!!!

Nos finais da década de setenta começou a emergir aquilo que viria a ser conhecido como o boom do rock em português mas só nos anos oitenta e depois do disco de estreia de Rui Veloso, Ar de Rock, é que as coisas ganharam movimento. Várias bandas surgiram e algumas delas tornaram-se referências no panorama nacional, entre elas os Roquivários.
A banda formou-se em 1981 sob a designação Rock & Varius cujo nome reflectia um pouco do que a banda pensava fazer musicalmente, não ficar limitada a um só estilo musical e incorporar várias correntes no seu estilo desde o pop ao reggae e ska com um cheiro de rock à mistura. Na verdade, muito embora apelidada de banda rock, o grupo nunca o foi na totalidade. Na sua formação original a banda incluía: Midus (Voz/Baixo), Luís Jorge Loução (Guitarra), Rabanal (Bateria) e Mário Gramaço(Saxofone e Voz). Foi com esta formação que em 1981 assinam contrato com a Rádio Triunfo e editam o seu primeiro LP “Pronto a Curtir” de onde saiu um dos singles mais conhecidos da banda “Ela Controla”, Paulo Corval assina as letras deste primeiro disco numa colaboração com o grupo.
O grande hit só nasce depois da mudança de editora e já sob a égide da EMI. O LP Roquivários" trazia o tema que mais se conhece do grupo “Cristina (Beleza É Fundamental)" e já não contou com a participação de Paulo Corval como letrista, o baixo e voz continuaram entregues a Midus a garota rebelde do rock que se recusava a usar saias perante a insistência da editora.
O grupo terminou e cada um dos seus elementos procurou outras coisas para fazer. A Midus lançou um single em 1985, “Lá Longe, seguindo para Londres onde pensava gravar um disco com Luís Jardim, a verdade é que por lá ficou e tanto quanto sei fez muito bem. A nossa menina (permitam que a trate assim pelo carinho que tenho por ela) foi-se gradualmente envolvendo no cenário musical Britânico e deu um salto de gigante que lhe permitiu tocar com grandes nomes como Anne Clark, Tanita Tikaram, Melanie C, Hugh Cornwell e Kym Marsh entre outros de uma vasta lista.



Por volta de Janeiro de 2000 a Midus estava por cá e eu, jornalista da revista Promúsica na altura, fiz pressão para uma entrevista com ela e a seguir pedi a capa… a primeira foi fácil a segunda custou-me algumas horas a conseguir e bastante persuasão, mas consegui, não obstante não poder fazer eu a entrevista por ter outras coisas entre mãos e porque o director achou que eu seria parcial (he he he), ficou o meu amigo Miguel Azevedo encarregado do assunto e fez um trabalho bem feito. Em Fevereiro de 2000 (ProMúsica nº37 Fevereiro de 2000) a revista veio para as bancas com a nossa menina na capa e com um bónus, eu explico. Na época eu andava ligado à JP Instrumentos num projecto de divulgação meramente por amizade e falávamos da internacionalização da marca e respectivos produtos. Ora a Midus movia-se no circuito internacional e na altura tocava com a Melanie C, tudo se conjugava para que fosse ela a embaixadora dos instrumentos da JP. Feita a proposta a ambas as partes todos concordámos com a ideia e foi assim que nasceu o baixo JP Midus. Um jantar, uma visita à fábrica no Algarve, escolha de materiais, design e acabamentos e assunto arrumado. Esse modelo de baixo ainda hoje é usado pela Midus e está entre os seus favoritos.
Falando da Midus o que é que posso dizer? É uma garota simples de sorriso travesso e super bem disposta. Fala rápido e com um tom vivo na voz e muita curiosidade no olhar. Está sempre pronta a inventar qualquer coisa que inevitavelmente nos faz rir, tudo isto naquele seu jeito desembaraçado e totalmente despretensioso. Eu já a conhecia dos tempos do rock mas só durante esta visita é que pude ter um contacto mais profundo com ela e tudo o que posso dizer é que se trata de um ser humano fantástico.

DISCOGRAFIA

Pronto a Curtir (LP, RT, 1981)
Totobola/Ela Controla (Single, RT, 1981)
Cristina (Beleza É Fundamental)/Disc-Jockey (Single, EMI, 1982)
Roquivários (LP, EMI, 1982)

Portugal Remix (2005) - Cristina
Ficam aqui dois vídeos em que a Midus aparece a tocar e não deixem de visitar o espaço dela em http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=59126040&MyToken=779d0fd6-5504-47b1-98f1-49a60faa1f0c















sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Desculpem a ausência

Caros Amigos,
Muito obrigado pelas vossas visitas e mensagens várias questionando a minha ausência, infelizmente mais prolongada do que o esperado. Tal como tive a ocasião de dizer mudei de posto de trabalho e fui para um lugar de maior responsbilidade, maiores competências e muito mais trabalho do que seria de esperar para uma pessoa só (o salário é o mesmo he he he). Isto, segundo os meus superiores explicaram é um prémio pela minha assiduidade, capacidade de liderança, bom desempenho e responsabilidde demonstrada ao longo de cinco anos na empresa (eu acho que fui punido por isso mesmo he he he). Seja como for tenho chegado morto a casa, vejo o mail e pouco mais. Mas espero de hoje em diante voltar ao normal.
Aproveito ainda para vos desejar um feliz natal.
Beijos e abraços e obrigado pela vossa paciência.
Afgane

domingo, 4 de novembro de 2007

MOLOC uma banda, uma recordação

Foi no início de 1992 que conheci os elementos que mais tarde, conjuntamente comigo, formariam os MOLOC. Inicialmente fui convidado para ir a uma sala de ensaios dar uns toques com uns amigos. Quando lá cheguei vi tratar-se de uma banda de miúdos inexperientes mas com muita garra e vontade de ir longe. Acabei por ser convidado para me juntar a eles o que aceitei de imediato.
No começo existiam três canções alinhavadas e partimos daí. Coincidente mente o período dos Moloc, foi um dos mais prolíferos em matéria de escrita de toda a minha carreira. Sempre fui muito criativo em todas as bandas em que participei, mas com os Moloc tudo foi diferente. Lembro-me que escrevia canções em casa, na sala de ensaios e até ao volante do carro. Em breve o grupo contava com mais de 18 temas todos diferentes e que aumentavam de dia para dia.
Inicialmente a banda compunha-se do Bruno Vale na voz, um roqueiro com queda para o hardcore, o Tó Rui no baixo, este era o ai Jesus das garotas sempre com o seu ar de Calimero e de quem não parte um prato. O Miguel na guitarra. Este jovem encarnava bem o papel de rock star, excepção feita no que toca a manter o material em condições e que regra geral falhava sempre durante as actuações. Na bateria tínhamos o Pedro Gorgeia. O Pedro era o puto reguila, mandava vir com tudo e com todos e para ele nada estava bem, apesar disso era um excelente e seguro baterista.


No verão de 1992 estreámos o grupo ao vivo. Até esse dia nunca nenhum dos garotos tocara ao vivo e na verdade todos estávamos um pouco apreensivos e ansiosos. A estreia aconteceu num bar em Vila Nova de Milfontes e garanto que o primeiro tema composto por 2 minutos e 90 foi tocado apenas nos primeiros cinco segundos e depois parou toda a gente. A partir daí tudo correu bem e a banda nunca mais parou de tocar.

Adoptámos o nome de Moloc por unanimidade. Moloc é o deus da fertilidade cananaico e a palavra significa também rei. Usando esta simbologia criei o logo da banda e um cartaz oficial que reproduzo neste post. Um preservativo furado de onde surgimos nós.
Tocámos um pouco por todo o lado mas a nossa base era o Ruína Bar no Estoril, ali era tocar em casa e todos os meses lá estávamos quer com concertos quer com Jam Sessions.
Foi este o grupo de pessoas que entrou no estúdio Tcha Tcha Tcha de ramon Galarza para gravar uma demo com oito músicas (não havia dinheiro para mais). Agora imaginem, um grupo de jovens que nunca tinham visto um estúdio e eu já com imensa experiência no meio deles. Foi hilariante. Felizmente tivemos o bom senso de registar tudo em vídeo e hoje desfrutarmos no calor das nossas poltronas esses momentos.
Por motivos variados alguns elementos saíram e outros entraram para o seu lugar, no baixo o Nuno Escabelado entrou e para a bateria o PêPê. Seria esta a formação que encerraria o ciclo de vida da banda. São desta última versão as fotos que ilustram este artigo, bem como os dois vídeos (em mau estado, sofríveis) que incluo.
Passei por várias bandas e projectos, mas hoje reconheço que os Moloc foram o projecto em que mais de mim dei e aquele que maior prazer me proporcionou.